quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Ordenação Sacerdotal
Paz e bençãos a todos.
Padre Marcos Martini
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Palestra sobre a Igreja Católica Apostólica Brasileira - ICAB
Segue abaixo o texto de uma palestra proferida pelo diácono Marcos Martini, aos fiéis e povo interessado, esclerecendo a comunidade sobre a ICAB.
1) Qual a origem da palavra IGREJA?
Para o Apóstolo Paulo, a Igreja é um corpo do qual Cristo é a cabeça e os cristãos os membros. A palavra igreja, vem do grego e quer dizer “assembléia do povo”. Esse termo foi escolhido pelos primeiros cristãos porque os romanos os consideravam uma seita e para não serem assim chamados escolheram o nome de IGREJA.
A Igreja é, portanto, o encontro da comunidade primitiva de cristãos que se consideravam iguais, unidos na mesma fé e no mesmo Deus. Ainda não havia as divisões, era um Igreja única.
2) Porque CATÓLICO?
Com o crescimento e expansão da nova fé, surgindo igrejas em muitos locais e para não serem confundidos com os judeus - que não os aceitavam -, os cristãos adotaram o nome diferencial de Católicos. A fé judaica e a fé católica ficaram assim definidas como seguimentos religiosos diferentes dos judeus.
Desta forma, a comunidade cristã que aparece com o nome de Igreja Católica, significa universal, ou seja, para todos os povos, ao contrário de muitas outras religiões da época que eram restritas à países, nações ou raças. O judaísmo, por exemplo, não aceitava entre eles pessoas de outras descendências a nova religião ensinada por Jesus Cristo: “ide e ensinai a todos os povos batizado-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Muitos judeus foram batizados e aceitos como filhos de Deus e membros da nova Igreja. A circuncisão era preceito religioso, duramente rejeitado pelos judeus convertidos, criando assim grande confusão para a época. Cristo afirmou “não vim modificar a lei dos profetas”. Portanto a nova religião principia com todos os costumes já existentes, somados aos ensinamentos novos introduzidos pelo Mestre.
3) O que é ser APOSTÓLICO?
No ano 325, o Credo da Nicéia definiu a igreja como una, santa, católica e apostólica. A então chamada de Igreja Católica expandiu por quase todo o mundo conhecido e surge agora a necessidade de afirmar e identificar a Igreja destacando sua origem distintamente apostólica. Tal necessidade se manifesta por causa de outros grupos que vão aparecendo mas que não tem verdadeira origem ou talvez porque abriguem em sua doutrina heresias inaceitáveis. Já na época havia aparecido outras denominações que não obedeciam a tradição dos primeiros cristãos.
4) Como apareceram mais Igrejas?
Mais tarde, também nascidas do Espírito Santo surgiram a Igreja Ortodoxa, Igreja Luterana, Igreja Brasileira, Igreja Melquita, Igreja Monofisista, Igreja Calvinista, Igreja Metodista, Igreja Batista, Igreja Anglicana, entre outras...
Todas aparecem com nomes e épocas diferentes, porém fazem questão de afirmarem seu caráter universal, apostólico e evangélico.
Muitas ou milhares de outras igrejas surgiram, demonstrando que o Espírito Santo que desceu sobre os Apóstolos em Pentecostes, continuou através dos tempos iluminando o surgimento de Igrejas independentes e na maioria Igrejas Nacionais, conforme o costume da Igreja dos primeiros tempos. Todas essas Igrejas nascem da ação do Espírito Santo, e são distintamente de caráter católico, ou seja, universal.
Não é difícil compreender que o Espírito Santo sopra onde quer, age por sua própria sabedoria infinita, de maneira independente, soberanamente atuante naqueles que aceitam a vontade de Deus, o criador de todas as coisas. Aquele que acreditar que o Espírito Santo terminou sua obra entre nós ou que se submeteu às decisões de alguma Igreja, engana-se, pois novas e muitas outras igrejas e comunidades de fé surgirão até que o Senhor Onipotente venha.
A Igreja de Cristo é com certeza seu mais precioso e verdadeiro sacramento, sinal de salvação, porta do céu e fruto de mútuo amor entre a criatura e o Criador
Não é verdadeiro pensar que Igrejas mais antigas possuem especiais e celestes privilégios negados às suas irmãs mais novas. Talvez grupos eclesiais mais recentes estejam perto de Deus exatamente por serem novos, livres de erros e crimes do passado que não é simplesmente histórico, mas sim sangrento e vergonhoso. São Igrejas menos comprometidas com o deus criado pelos homens e mais obedientes ao Deus que criou todos nós.
Jesus Cristo ao fundamentar Sua igreja, não lhe dera nenhum nome nem tampouco lhe prescrevera dogmas ou rituais. Tudo o que fazia era espontâneo, brotava do Seu coração e emanava da Sua alma. A igreja que Ele alicerçou era realmente CATÓLICA, na acepção exata da palavra, porque a edificara para todos; era Cósmica. Entretanto, Seus seguidores, por uma questão de ordem, hierarquia e disciplina, tiveram de organizar-se em sociedade para não haver deturpações exegéticas e religiosas no seio das comunidades cristãs. Pois, como sabemos, sempre houve mentalidades estreitas e espíritos rebeldes, motivo pelo qual se fez necessário estabelecer leis e regulamentos, estudos e preceitos, nas áreas religiosas.
A Igreja-Mãe nasceu em Jerusalém, quando os apóstolos e discípulos do Nazareno receberam o Batismo pelo Espírito Santo, batismo de fogo que os cristificou, tornando-os carismáticos e efusivos para a semeação da Nova Lei. Dali se espalharam para cumprir a sua missão evangélica; enfrentando, nos primeiros séculos, terríveis perseguições até o ano de 313, época em que o Cristianismo pôde libertar-se graças à política do imperador Constantino Magno que institucionalizou a Igreja Católica de Roma, passando esta a monopolizar os demais patriarcados existentes naquele tempo, transformando-se num poderoso Império Eclesiástico
Se, por um lado, Constantino fez bem, por outro, fez mal; porquanto, usando de artimanhas, empregou armas para exterminar seus inimigos, meios sórdidos de política para ludibriar a boa fé de seus amigos; e ouro peçonhento para comprar consciências ou vendê-las, criminosamente.
A Igreja de Jesus Cristo edificou, tinha bases eminentemente espirituais; razão por que não poderia ter como fundamento a pessoa humana de Pedro. Jesus não fundou igreja como sociedade eclesiástica, mas anunciou o Reino de Deus sobre a face da terra.
Declara o apóstolo Paulo: Ninguém pode lançar outro fundamento senão o que foi lançado, que é Jesus Cristo” (I Cor 3,11).
O próprio São Pedro, referindo-se a Cristo, afirma cheio do Espírito Santo: Jesus é a pedra que foi rejeitada por vós, os arquitetos, mas que veio a tornar-se pedra angular. Não há salvação senão Nele; porque, debaixo dos céus, não foi dado aos homens outro nome em que possamos alcançar a salvação” (Atos 4, 11 e 12).
Conforme Santo Agostinho que, por assim dizer, representava o pensamento geral dos primeiros séculos do Cristianismo, assegura: Esta pedra não se refere a Pedro, mas a Cristo”. Evidentemente, a pedra não podia ser a figura humana de Pedro, que fora chamado pelo Nazareno carne e sangue e até de satanás”.
A ICAB aceita as tradições e os ensinamentos dos Santos Padres, autênticos doutores da Igreja de Jesus Cristo e apresenta como verdades reveladas, essenciais à salvação, somente as que foram proclamadas, até o ano de 381, no I Concílio de Constantinopla.
A igreja é uma só. Há muitos membros, mas um só corpo” (I Cor 12,20). Ela forma o CORPO MÍSTICO de Jesus Cristo, do qual Ele é a CABEÇA. Porque, como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, embora muitos formam contudo um só corpo, assim também Cristo. Pois em um só Espírito fomos batizados todos nós, em um mesmo corpo, quer judeus ou gentios, quer escravos ou livres; e todos temos bebido de um só Espírito (I Cor 12,12 e 13).
Sustentamos, convictamente, a tese de que a IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA BRASILEIRA está inserida na UNIDADE da IGREJA DE JESUS CRISTO, porque somos: uma IGREJA, no sentido de assembléia, comunidade; templo material, onde se juntam os fiéis para fazer suas orações; templo espiritual, onde habita o Espírito Santo em cada um de nós; Corpo Místico de Jesus Cristo,
UNA - a Igreja Brasileira está perfeitamente intercalada na Unidade da Igreja de Cristo, porque é originária da mesma Fonte Divina, brotada daquela PEDRA ANGULAR, de que nos fala a Bíblia Sagrada (Is 28,16; Mt 21,42; Ef 2, 20).
SANTA - não só pela Cabeça, que é Cristo, mas pelos seus membros, santificados pelo Batismo; é Santa, porque vem de Deus.
CATÓLICA - quer dizer: para todos, sem preconceitos social, racial ou religioso; é UNIVERSAL, não em termo internacional ou geográfico, mas no seu aspecto religioso ecumênico. Diz Stº Tomás de Aquino que a Catolicidade da Igreja é decorrente de Ela abraçar em seu seio todas as condições humanas, sem excluir de si nenhuma delas”.
Dom Antídio José Vargas, 1º Bispo Diocesano de Lages - SC, já falecido, com sua autoridade de Orientador espiritual da Igreja, dizia o seguinte: Católica não é a Igreja, e sim o Corpo Doutrinário do Cristianismo. Urge distinguir Igreja e Doutrina da Igreja. O que existe é cristianismo universal ou seja: catolicismo na verdadeira acepção do termo; doutrina divina, sem limites. Quanto à igreja-instituição - que deve ensinar e praticar a Doutrina - é terrena e limitada pela própria esfera terrestre, tão pequena, tão contingente, em relação ao Universo. Os termos Católica e Apostólica são essenciais; Brasileira e Romana (ou outra denominação qualquer), são acidentais”.
APOSTÓLICA - porque vem dos Apóstolos pela IMPOSIÇÃO DAS MÃOS sobre a cabeça dos eleitos. A Igreja Brasileira é possuidora da Sucessão Apostólica outorgada por São Carlos do Brasil (Dom Carlos Duarte Costa), cujo poder sucessório herdou do Bispo de Roma, o Papa Leão XIII, através dos Cardeais Leme, Arcoverde e Rampolla, sucessivamente.
BRASILEIRA - porque a Sé Apostólica é do Brasil; é uma Igreja independente, com jurisdição própria; portanto, a IGREJA BRASILEIRA é Una, Santa, Católica e Apostólica, por isso Ela é verdadeira, autêntica e genuína.
5) São Carlos do Brasil
(DOM CARLOS DUARTE COSTA)
Nasceu no Rio de Janeiro em 21 de julho de 1888. Seus pais foram João da Mata Francisco da Costa e Maria Carlota Duarte Silva Costa. Foi batizado no dia 03 de setembro do mesmo ano pelo Pe. Francisco Goulart, e crismado também em 1888 por Dom João Eberhard. Sua 1.ª Comunhão foi em 24 de julho de 1897; contava, então, com 9 anos de idade.
Com seu tio, Dom Eduardo Duarte Silva, Bispo de Uberaba (MG), embarcou neste mesmo ano para Roma, a fim de estudar no Colégio Pio-Latino Americano, cursando, assim, o Seminário Menor.
Regressou ao Brasil em 1905 e foi cursar o Seminário Maior em Uberaba, com os padres Agostinianos, ainda na igreja romana. Concluindo seus estudos, foi ali ordenado Presbítero (Padre) no dia 11 de abril de 1911 por seu tio Dom Eduardo Duarte Silva. Contava com 23 anos de idade. Celebrou ali mesmo sua primeira missa no dia 4 de maio de 1911. Depois, retornou a Roma, a fim de cursar Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana.
De volta, foi morar no Rio de Janeiro, sua terra natal, sendo ali nomeado Cônego Capitular. Pela publicação de um catecismo destinado a crianças, foi premiado com o título de Monsenhor, e em seguida, Protonotário Apostólico. Também foi nomeado Secretário Geral da Arquidiocese do Rio de Janeiro, pelo Cardeal Joaquim Arcoverde. Dom Sebastião Leme da Silveira Cintra foi o substituto do Cardeal Joaquim Arcoverde e nomeou Dom Carlos Duarte Costa Vigário-Geral.
Em 04 de junho de 1924, foi eleito Bispo e designado para a Diocese de Botucatu, Estado de São Paulo, por Decreto de Pio XI.
Em 08 de dezembro de 1924, foi sagrado Bispo na Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro pelo Cardeal Dom Sebastião Leme da Silveira Cintra, sendo seus co-sagrantes Dom Benedito Paulo Alves de Souza, Bispo Diocesano do Espírito Santo, e Dom Adalberto José Gonçalves, Bispo Diocesano de Ribeirão Preto. Contava com 36 anos de idade e 13 anos de sacerdócio.
Assim que foi sagrado, tomou posse de sua Diocese, iniciando trabalho restaurador e de conscientização do povo e do clero.
Construiu a Catedral, dedicada a Sant’Ana, o Seminário Diocesano, o Colégio dos Anjos e criou a Congregação das Missionárias Terezinhas. Organizou o Batalhão de Caçadores de Botucatu, que participou da Revolução de 30, demonstrando seu profundo amor à liberdade e às instituições democráticas.
Suas idéias de democracia e de liberdade, em conjunto com o desejo de ver uma maior integração entre as diversas religiões, e também pelo desejo de que houvesse respeito para com as demais outras Igrejas, de que houvesse vida familiar para os padres e de que fosse abolida a lei do celibato, e também por causa da imoralidade da confissão auricular (confissão no ouvido do padre), lhe valeram o ódio, a ira e a raiva dos irmãos no episcopado romano e sucessivas investidas para jogá-lo contra o papa.
Convicto na fé, obrigado pelas circunstâncias, mas respeitado por todos, vai a Roma para pessoalmente entrevistar-se com o papa (1936).
Pouco se sabe dos seus entendimentos com Roma, mas, analisadas as circunstâncias, nota-se que a partir daquela data muita coisa já não mais seria favorável aos seus ideais.
De volta ao Brasil, em princípios de 1937, renuncia as suas prerrogativas e a Diocese de Botucatu, e passa a ser Bispo titular de Maura (na Mauritânia, África, uma diocese extinta).
Mesmo tendo sido proibido, Dom Carlos Duarte Costa continua seu trabalho pela causa que abraçara. No Rio de Janeiro registra, em julho de
O desejo de ver o Brasil para os brasileiros e de ver uma Igreja humana, não arrogante nem prepotente, mais cristã e menos hierarquizada, fez mover ainda e com mais furor o ódio de seus opositores, iniciando então as perseguições.
Dom Carlos Duarte Costa foi um profeta do socialismo cristão e desejava ver sua terra totalmente livre, onde valores humanos e nacionais fossem respeitados.
Corajoso, analisava todos os problemas humanos, dos bens necessários, da degeneração da Igreja de Roma. Taxado de comunista – ele, que era contra o comunismo -, atravessou todos os perigos consciente de sua missão.
A 06 de julho de 1944, por ordem do governo, a pedido do Núncio Apostólico, combinado com fascistas brasileiros, foi preso e levado para Belo Horizonte, lá ficando até 04 de setembro, quando foi solto a pedido da ABI – Associação Brasileira de Imprensa e da Embaixada do México, Estados Unidos da América e Inglaterra.
A luta e as perseguições contra ele são reiniciadas. Felizmente, não mais havia a "santa" inquisição; caso contrário, teria sido condenado à fogueira como herege e seria mais uma das vítimas de um tribunal integrante da igreja que, ao longo dos séculos, solidificou toda sua força e fortuna também às custas do sangue inocente daqueles que condenou à morte. E tudo, obviamente, “em nome de Deus!?".
A 2 de julho de 1945, esgotadas as tentativas de submissão a Roma, é excomungado por esta. Em 06 de julho de 1945, no Rio de Janeiro, o Bispo de Maura, cercado de amigos, fiéis e devotados brasileiros, acima de tudo cristãos, institui juridicamente a IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA BRASILEIRA – ICAB, liberta do jugo do Vaticano e completamente nacional. Foi proclamado o seu primeiro Bispo.
Depois, Dom Carlos Duarte Costa renuncia o título de Bispo de Maura, ficando, por isso, conhecido como o ex-Bispo de Maura.
No dia 18 de agosto de 1945 fez publicar o Manifesto à Nação, um dos principais documentos da nova Igreja, dando, com isso, seu desligamento definitivo da Igreja Romana.
Dom Carlos Duarte Costa orientou e dirigiu a Igreja dos brasileiros durante 16 anos. Subiu à morada dos Anjos no dia 26 de março de 1961, com a idade de 73 anos de uma vida dedicada ao Senhor, 50 anos de sacerdócio e 37 de episcopado.
Sua vida, irrepreensível e autêntica, aliada às suas idéias e ações santas e cristãs, lhe valeram a hora dos Altares, por decisão do Concílio Nacional de 06 de julho de 1970, sob o título de SÃO CARLOS DO BRASIL, com o qual é invocado.
O imenso desejo de ver todos os seres reunidos no grande Rebanho de Cristo, amando-se e respeitando-se com Deus, e os esforços envidados para a concretização deste ideal, lhe valeram o justo e merecido título de Pai do Ecumenismo dado pela Igreja Nacional.
Seus restos mortais repousam no Templo Nacional – Monumento da Penha -, justamente no local onde foi plantada a semente da Igreja Brasileira, no Rio de Janeiro (Rua do Couto, n.º 54).
6) O QUE É A IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA BRASILEIRA?
A ICAB é uma Instituição religiosa, Cismática (discordância de opiniões) da Igreja Católica Apostólica Romana, fundada em 6 de julho de 1945, por Dom Carlos Duarte Costa, já separado da Igreja de Roma, continuou a pregar a palavra de Deus, sem se deixar abater pelo cisma que provocara. Viu que Cristo lhe havia confiado esta importante e santa missão: fundar uma Igreja do povo, pelo povo e para o povo, que teria a mesma Fé Católica e Apostólica, mas se diferenciando por não ser Romana e, sim, Brasileira, capaz de se expandir pelo mundo, sem aquele poder imperialista, mas com a glória do poder do Espírito Santo. Sem um “Papa”, líder soberano e “infalível” - só Deus é Infalível e Soberano -, sem dogmas, pois o homem tem o livre arbítrio dado por Deus; sem a obrigatoriedade do Celibato, pois o casamento é uma Instituição Divina; sem discriminar a mulher que sempre teve uma presença marcante em todas as Igrejas cristãs; tudo isso com uma inabalável fé
A ICAB é uma Igreja livre, que luta pela libertação do homem com relação aos apegos materiais; respeitando “o princípio da mais ampla liberdade de pensamento, em matéria religiosa, civil, política, científica e filosófica, não podendo qualquer pessoa ser inquirida, sob nenhum pretexto, com relação as suas crenças, para que não fique condicionado ou limitado qualquer direito ou dever”, defendendo a igualdade de direito para todos – levando em consideração as suas diferenças -, sem nenhum tipo de descriminação.
7) A ICAB É UMA IGREJA VÁLIDA?
Para esclarecimento daqueles que não conhecem a Igreja Católica Brasileira afirmamos, com segurança teológica que os Sacramentos não pertencem a nenhuma igreja, em particular, porque foram instituídos por Jesus Cristo ou inspirados por Ele, por intermédio dos Apóstolos.
A validade dos sacramentos permanece pela força e pelo poder de CRISTO, sendo Ele mesmo o Ministro prioritário dos mesmos. Daí encontrarmos que nem a fé nem a santidade (estado de graça) são exigidos para a válida administração dos Sacramentos” (Teologia Dogmática de Tanquerey). E, teologicamente, sabemos que a validade dos sacramentos está no funcionamento EX OPERE OPERA TO e não
Para a Validade dos Sacramentos, são exigidos três condições, condições estas que a Igreja Brasileira cumpre à risca:
1. Um ministro válido (a transmissão pela sucessão apostólica);
2. A intenção interior
3. A matéria e a forma.
O renomado teólogo capuchinho Abarzuza, em seu “Manuale Theologiae Dogmaticae” diz: “A administração dos Sacramentos tem sua validade, independente da condição do Ministro que executa. O Ministro, portanto, na execução dos sacramentos não é a causa principal; porém, apenas instrumental”.
Santos e doutores da Igreja, teólogos e apologetas (Stº Agostinho, Stº Tomás de Aquino, Cauly, Leão XIII, São Carlos do Brasil, Del Greco, Bartmann, Haering e tantos outros) asseguram com firmeza o que dissemos, sustentando com toda a convicção igual raciocínio teológico e eclesiástico.
PROFISSÃO DE FÉ
Fazemos a nossa profissão de fé, tendo por base o CREDO ou Símbolo dos Apóstolos”, pois, cremos em Deus-Pai que nos criou, em Deus-Filho que nos salvou e
Cremos que o Homem foi feito segundo a imagem e semelhança de Deus.
Cremos na Revelação Divina que inspirou a Moisés, Abraão, Isaac, Jacob e a todos os santos e profetas.
Cremos
Cremos na bem-aventurada Virgem Maria, na sua perpétua virgindade e gloriosa Assunção aos Céus. Cremos na sua intercessão, como nossa advogada; na proteção dos Anjos e no interesse dos Santos pela nossa Salvação.
Cremos, finalmente, na IGREJA DE JESUS CRISTO - una, santa, católica e apostólica, que permanecerá no mundo até a consumação dos séculos. E cremos na ressurreição da carne.
Sem sombra de dúvida, a ICAB é uma Igreja válida, que traz consigo uma autêntica Sucessão Apostólica, outorgada por Dom Carlos Duarte Costa (São Carlos do Brasil), cujo poder sucessório adquiriu na Igreja Católica Romana, onde foi sagrado Bispo. Somos uma Igreja Santa, não só pela Cabeça, que é Cristo, mas pelos seus membros, santificados pelo Batismo. E a validade dos seus Sacramentos permanece, sobretudo, pela força e pelo poder de CRISTO, Ministro prioritário dos mesmos.
Por sermos, também, uma associação civil, de personalidade jurídica, de âmbito nacional, registrada em Cartório desde 26.06.1945, somos legalmente reconhecidos, podendo exercer as nossas funções eclesiásticas; inclusive, celebrar casamento religioso com efeito Civil; tendo toda a liberdade de culto, garantida pela Constituição Brasileira e por Acórdão do Supremo Tribunal Federal.
A ICAB, ao longo dos seus sessenta anos, vem sofrendo discriminações absurdas, por parte de pessoas que se dizem “cristãs”, numa tentativa frustrada de acabar com o nosso trabalho de propagação do Evangelho de Cristo, mostrando-se desconhecedores da palavra deste mesmo Cristo, que repreendeu a João por haver proibido um homem expulsar demônios em seu nome, dizendo: “Não lho proibais; porque, o que não é contra vós, é a vosso favor” (Lc 9, 49-50). E nós estamos a favor do Cristo e da sua Palavra que nos ensina: “Se permanecerdes na minha palavra, sereis meus verdadeiros discípulos; conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8, 31-32); após dando-nos um novo Mandamento: “Amai-vos uns aos outros. Como eu vos tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” (Jo 13, 34-35).
Desde o início da sua missão Evangelizadora, a Icab, vem sofrendo terríveis perseguições que nos descriminam de forma acintosa, desrespeitando, assim, a Carta Magna da nossa Pátria, e, pior ainda, desobedecendo, sem escrúpulo, o Grande Mandamento que o Cristo nos ensinou: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento” e “semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas”. (Mt 22, 34-40). São eles que, aproveitando-se do desconhecimento do povo, mentem, dizendo que os nossos Batizados não são válidos, quando aprendemos do Apóstolo Paulo que “Há um só Senhor, uma só fé, um só Batismo. Há um só Deus e Pai de todos, que atua acima de todos, por todos e em todos”(Ef 4,5-6); mentem, também, quando espalham para o mesmo povo, que os Casamentos realizados
8) QUAL A FINALIDADE ESSENCIAL DA ICAB?
Segundo o Artigo 4º dos seus Estatutos, a ICAB tem por finalidade:
a) Proporcionar a seus membros meios para alcançarem, pessoal e socialmente, um conhecimento religioso progressivo, dirigido pelo Espírito Santo, alimentados pelos ensinamentos de Jesus Cristo;
b) Promover o culto Cristão, a obediência a Deus, às Suas Leis e à pregação de Sua palavra;
c) Ministrar os Santos Sacramentos, sinais visíveis da graça Divina;
d) Manter a fraternidade universal e Evangelizar o BRASIL.
A ICAB faz o seu apostolado, seguindo os ensinamentos e a ordem do Cristo que diz: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as cousas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século”. (Mt 28,19-20).
Não temos nenhum propósito de atrair para nós pessoas que já freqüentam outras Igrejas, mas estaremos sempre de braços e coração abertos para receber qualquer filho de Deus que queira nos visitar, sendo ou não a sua intenção de pertencer a nossa Igreja. E se, depois de conhecê-la, compreender que é nesta Igreja que ele vai melhor encontrar o caminho para ser feliz, conhecendo, amando e servindo mais perfeitamente a Deus, garantindo,
9) QUAIS AS DIFERENÇAS ENTRE A ICAB E A ICAR?
As principais diferenças entre a Igreja Romana e a Igreja Brasileira são:
1. Abolição do celibato: na Igreja Brasileira os diáconos, padres e bispos podem constituir família, conforme a Lei de Deus. Nas cartas de Paulo, ele faz menção sobre o casamento, não diz que é proibido. Diz que seria melhor se os que servem a Deus , que não se casassem, mas se não conseguirem, que se casem. Deus fez isso para que o homem não andasse
2. Abolição da confissão auricular: (no ouvido do Padre) 'Se um cego guiar outro cego cairão ambos no abismo'. Na Igreja Brasileira não existe a confissão ao Padre, mas sim a confissão comunitária a Deus, realizada no início da Missa. Em toda a Bíblia, a remissão de pecados e a salvação estão conectadas com a fé em Cristo, nunca com a absolvição sacerdotal.
3. Abolição do uso de batina: estando o sacerdote fora da igreja, em sua vida “civil”, ele não é obrigado a vestir a batina.
4. Missa em língua vernácula: Missa rezada em língua portuguesa (ou na língua do país onde se está celebrando).
5. Missa de frente para o povo: chamada em latim “versus populi”, rezada com o sacerdote de frente para o povo e o sacrário atrás do altar.
6. Comunhão em duas espécies: como Cristo ensinou: pão e vinho – corpo e sangue.
7. Casamento de 2ª união: Na Igreja Brasileira aceitamos o divórcio, pois, embora Deus tenha criado o casamento para a vida inteira, Ele mesmo deixou claro que algumas atitudes tornavam o casamento nulo, como prostituição, adultério, infidelidade, impotência sexual. Convém observar que para contrair novo matrimônio, o primeiro já deve ser desfeito no civil.
8. Sacerdote com trabalho secular: Na ICAB, os diáconos, padres e bispos tem um trabalho secular, ou seja, não “vivem” da igreja. Apenas em comunidades grandes, onde o rebanho exige a dedicação integral do sacerdote e podem arcar com suas despesas, é que pode dedicar-se integralmente à igreja.
9. Não tem um “Papa”: na Icab não temos um papa, mas um conselho de bispos (Conselho Episcopal), presidido por um Conselheiro presidente (Bispo Presidente – Dom Josivaldo), eleito por um período de 04 anos. Ou seja, na Icab, não temos a pretensão da infalibilidade.
10. Ministramos os sete sacramentos: Batismo, 1ª Eucaristia, Crisma, Matrimônio, Ordem, Unção, Penitência.
Convém observar que quando a Igreja Brasileira foi criada, em 1945, ela foi pioneira em diversos itens que seriam adotados pela Igreja Romana, no concílio Vaticano II (1962), como os itens 3, 4 e 5 acima.
Finalmente, gostaríamos de deixar claro que não queremos “tirar” fiéis de nenhuma igreja, apenas queremos realizar nosso trabalho pastoral, seguindo a vocação que o Senhor nos deu e para fazer o trabalho para o qual Ele nos enviou. Não criticamos nem desrespeitamos nenhuma outra instituição religiosa, pois cremos firmemente que “Se permanecerdes na minha palavra, sereis meus verdadeiros discípulos; conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8, 31-32).
Aqueles que quiserem vir conosco, serão sempre bem recebidos, no amor de Cristo e na paz do Senhor.
Graças a Deus, paz e bênçãos (+)
Diácono Marcos Martini
sábado, 11 de julho de 2009
Sobre o Celibato.

Entre a abstinência e o espetáculo
É significativo que não faça parte do debate sobre o celibato a essência da questão: a função do sagrado na castidade
José de Souza Martins* - O Estado de S.Paulo
domingo, 5 de julho de 2009
quinta-feira, 18 de junho de 2009
O que significa a palavra "CATÓLICA"?
Francisco de Paula Melo Aguiar
Professor – Advogado – Teólogo
Segundo a História Universal podemos afirmar sem qualquer tipo de erro que ao contrário daquilo que pensam as pessoas menos esclarecidas, daí a grande confusão em termos de divergência religiosa e da interpretação da própria fé, a Igreja de Roma não é a única Igreja Católica de Jesus Cristo mas é apenas uma parte da grande realidade que engloba outras Igrejas espalhadas pelo mundo. Se bem que a Igreja Católica Apostólica Romana seja em termos de fiéis a maior de todas as Igrejas católicas existentes no mundo conhecido até o inicio do século XXI, ela é apenas uma entre tantas outras Igrejas de igual dignidade, legitimidade e com uma História de fidelidade a pessoa Jesus Cristo e à Sua doutrina Santa, Una e Católica que em nada ficam atrás à da Igreja sedeada no monte Vaticano na Itália, lá Continente Europeu. Pessoalmente me qualifico como católico apostólico romano.
- O assumir das Escrituras do Antigo e Novo Testamento como palavra escrita de Deus;
- A proclamação dos Credos Apostólico e Niceno e da doutrina neles contida;
- Os setes sacramentos instituídos por Jesus Cristo e pelos Seus Apóstolos como sejam o Batismo, a Eucaristia, a Confirmação, a Confissão, o Matrimônio, a Ordem e a Unção dos doentes;
- A existência de um governo feito por Bispos detentores de Sucessão Apostólica válida.
- A Igreja Ortodoxa Grega;
- A Igreja Ortodoxa Russa;
- A Igreja Ortodoxa Copta;
- As Igrejas Anglicanas;
- As Igrejas Velho-católicas (em comunhão com o Arcebispo de Utrech);
- As Igrejas Autocéfalas (com Sucessão Apostólica válida).
- Todas estas Igrejas formam a Santa Igreja Católica de Jesus Cristo e as Igrejas Católicas Apostólicas Nacionais, a exemplo da ICAB – Igreja Católica Apostólica Brasileira e tantas outras denominações espalhadas pelo mundo inteiro fazem parte dessa realidade.
sábado, 13 de junho de 2009
Sobre o Dízimo
A palavra DÍZIMO quer dizer 10%, ou dez de cada cem. Significa a entrega de 10% dos 100% de nossa renda mensal. O DÍZIMO é a devolução, contribuição, ato de amor e gesto de partilha. lembrando que nós não pagamos o Dízimo; nós devolvemos o Dízimo, já que tudo o que somos e temos pertence a Deus.
Assim o Senhor nos diz: (Ml 3, 10-12)
"Pagai Integralmente os Dízimos ao tesouro do templo para que haja alimento em minha casa. Fazei a experiência, diz o Senhor dos exércitos, e vereis se não vos abro os reservatórios dos Céus e se não derramo a minha benção sobre vós muito além do necessário ..."
O DÍZIMO É BÍBLICO ?
Leia os versículos dos quais falam sobre este ato
- "Honra ao Senhor com teus bens, ..." (Provérbios 3,9-10);
- "Todos os anos separarás o Dízimo ..." (Deuteronômio 14,22)
- Mateus 23 :”Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas.”
É OBRIGATÓRIO ENTREGAR O DIZIMO?
Muitos vêem o dizimo como uma obrigação, porém o dizimo não deve ser visto como uma obrigação e muito menos deve ser dado por interesse.
Afirmações como: "Vou dar o dizimo para não ficar desempregado, vou dar o dizimo para eu não ser castigado por Deus, Vou dar o dizimo para ficar rico" são afirmações errôneas e rejeitadas por Deus.
Portanto, o dizimo deve ser dado com gratidão sem se pensar em qualquer tipo de retorno da parte de Deus e não deve ser dado simplesmente por medo de não ser abençoado, pois nós não pagamos o Dízimo; nós devolvemos o Dízimo, já que tudo o que somos e temos pertence a Deus.
PORQUE DIZIMAR?
Devemos dizimar porque:
1º Deus é quem da forças para que eu e você trabalhe
2º Deus quem preparou o emprego para mim e para você
3º Deus é quem nos da forças mantermos nossa posição em nosso emprego
Muitas pessoas não dizimam porque dizem que os religiosos ficam ricos com nossos dízimos, porém não devemos nos preocupar com a ação dele em relação ao dinheiro dizimado pela igreja, até porque se ele roubar ou usar o dinheiro indevidamente o preço a ser pago diante de Deus não virá por parte de quem deu, mas o preço a ser pago virá por parte daquele que roubou ou não soube administrar o dizimo ofertado.
Muitas pessoas criticam o ato de se dizimar porque esquecem de que a igreja tem gastos como Conta de luz, Conta de água e toda a manutenção de seus templos, bem como demais obras.
O DÍZIMO UMA OBRIGAÇÃO?
Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria. (II Coríntios 9 : 7)
2 Coríntios 9:6 "E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará."
(Malaquias 3 : 11) E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos.
Provérbios 11:24-25 "24 Ao que distribui mais se lhe acrescenta, e ao que retém mais do que é justo, é para a sua perda.
Mateus 6:19-21 "19 Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; 20 Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. 21 Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração."
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Sucessão Apostólica
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domingo, 31 de maio de 2009
Maria, mãe de todas as mães
Tenho a séria impressão que esse trecho da canção é a síntese do conceito popular da figura teológica de Maria de Nazaré, a mãe de Jesus. No seio cultural do nosso povo pobre e humilde, repleto de emoções, não há espaço para questões teológicas no campo de uma Mariologia Tomista e sistemática. Não há um interesse em estudar e defender dogmas. Mas em viver de maneira pura e autentica essa relação com Nossa Senhora.
Nossa pequena reflexão, já aproveitando o mês das mães, é sobre a feição maternal de Maria. Ela é a mãe de Jesus e mãe da Igreja, que forma com o Cristo um só corpo místico. São João, o discípulo amado, aos pés da cruz a recebe como mãe em nome de toda a humanidade.
A pessoa de Maria não pode ser compreendida como um ser fora da realidade, desencarnado do contexto sócio-cultural da sua época e do seu povo. Ela era mãe e dona de casa no sentido mais significativo que esses adjetivos possuem. Todos os dias, Maria colocava a casa em ordem, acompanhava a oração da manhã, apanhava água na fonte, preparava o pão de cada dia, cuidava do filho, servia as refeições, trabalhava no campo e realizava outras tantas atividades do cotidiano. Mas as realizava de maneira singular, com o coração voltado para o "Eterno". Maria é mestra em seu papel de mãe.
Muito importante percebermos que Maria na vida e história da Igreja, Povo de Deus, não é uma figura qualquer, mas sim, como nos diz o teólogo Clodovis Boff: uma figura "central", embora não seja o centro, que é Jesus Cristo. E por isso muitos de nossos irmãos reformados, nos questionam se Maria não desvia de Cristo a atenção dos fies, criando obstáculo a uma devoção Cristocêntrica. Porém a esse respeito transcrevo aqui, uma citação contida no chamado "Manifesto de Dresden", onde alguns teólogos da querida Igreja Luterana afirmam: "O temor de diminuir a glória de Jesus foi a causa de que nas Igrejas Evangélicas, se negassem à Maria a veneração e os louvores devidos. E, entretanto, temos que afirmar que através da justa veneração que aos apóstolos e a ela corresponde, multiplica-se a glória e o louvor ao Senhor, porque foi Ele que a elegeu (e a fez) pela Sua Graça um instrumento seu".
A bem-aventurada Virgem Maria viveu como vive a maioria do povo. Partilhou as humildes realidades de vida de milhões. Quantas "Marias" não temos espalhadas por esse mundo? Eu tenho uma na minha casa e creio que vocês também. O conhecido mariólogo René Laurentin nos diz: "Os privilégios de Nossa Senhora situam-se no interior da condição comum dos homens no que ela tem de mais humilde e de mais modesto". Que durante esses dias, em que comemoramos o mês das mães, possamos voltar nosso olhar a Mãe de todas as mães. E aprendermos dela o testemunho vivenciado no dia-a-dia.
Elder Henrique S. R. de Melo

